domingo, 19 de dezembro de 2010

Portas abertas ... Memórias

Foi como entrar, foi como arder … é tão fácil incluir alguém novo em nós, é fácil entregarmos nos a uma amizade e a um sentimento mais forte, amor! Entram por uma porta lentamente e poucas são as vezes em que saem rapidamente e não nos marcam. Quantas serão as vezes em que conseguiremos deixar sair, quem por engano entrou? Quantas vezes ficaremos presos a um passado que pesou? Abre a tua porta, não tenhas medo, não fujas mais da vida que te espera. As pessoas entram por aquela porta e nunca mais sairão, é inevitável, as portas nunca se fecham! Tu podes mudar de divisão, mas aquela porta esta sempre encostada… as janelas abrem e fecham, sempre que, a dura da Saudade chama a memória e tu… recordas.
Quando nos abandonam, pedimos: “não me deixes, deixa-te ficar na minha casa”, mas aí, chega a ser tarde e perdemos a presença que queríamos, talvez para sempre, quem sabe?
Interrogamo-nos constantemente porque é que quem sai, nunca parte. Sair e partir? Não será o mesmo? Parecido não nos diz que seja igual. A certeza é demasiado relativa para afirmá-la, mas saiu pela tal porta, deixou -nos, deixou momentos, deixou sentimento, e aí sim, nunca partirá por maior que seja essa ausência.
No fim da vida temos imensas divisões, todas elas com portas que estão ora abertas, ora encostadas. Elas que integram várias histórias que vivemos e nos constroem. Há correntes de ar enormes, que revolvem tudo: as janelas, as portas, a mobília, as fechaduras. Ah! Dura da lei (tudo o que vai, vêm), dura da saudade e da memória das recordações, DURO do erro de voltar a cair no mesmo erro!
Já te interrogaste, como eu, o que te leva a querer fechar a porta e não mais abri-la? Já pensaste porque é que a vida tem imensos capítulos e imensas portas encostadas? Já insististe em não te desiludires com ilusões fanhosas ou em não caíres na frustração da solidão? Já tentaste entender o porquê de tanta dor e de tanta porta por fechar? Já proibiste a tua consciência e o teu coração de recordar dores e abismos? Já percebeste o porquê de tudo ser um ciclo? Por favor, não te interrogues, não penses, não insistas, não tentes entender, não proíbas, não queiras perceber, dá novas oportunidades a ti mesmo, VIVE!